O que define o custo de uma prótese protocolo
Nove fatores, nenhum número — e o motivo.
“Quanto custa o protocolo?” é a pergunta que abre quase toda conversa sobre dentadura fixa. A resposta honesta é que o custo não vem de uma tabela, e sim do que o seu caso pede: quantos implantes sustentam a arcada, quanto osso existe, o que ainda precisa ser tratado e que prótese será construída sobre eles. Esta página explica cada um desses fatores, para que você chegue à avaliação sabendo o que será analisado.
01A avaliação e os exames de imagem
Todo caso começa pelo exame clínico e pela tomografia computadorizada, que mede o osso em altura e espessura em cada região da arcada. É ela que diz onde os implantes podem ficar, quantos cabem e se há necessidade de reconstruir o osso antes. Exames de sangue entram quando a história de saúde pede. Nada disso é acessório: é o que torna o plano possível, e por isso vem antes de qualquer conversa sobre custo.
02Quantos implantes sustentam a arcada
O protocolo não tem um número fixo de implantes. O All-on-Four apoia a prótese em quatro, dois retos na frente e dois inclinados atrás; há casos em que a mordida, a qualidade do osso ou a extensão da arcada indicam cinco ou seis. Cada implante tem o seu componente protético, e é o planejamento — não a contagem de dentes — que define a quantidade.
03O que ainda precisa ser removido ou tratado antes
Muita gente chega ao protocolo com dentes remanescentes comprometidos, raízes residuais ou gengiva inflamada. Extrações, tratamento periodontal e regularização do osso fazem parte do plano quando existem, e aparecem nele como etapas próprias, com o custo de cada uma — nunca diluídos dentro da prótese.
04O osso disponível: enxerto, implantes inclinados ou zigomático
É o fator que mais muda um caso. Quando há osso, os implantes são instalados diretamente. Quando não há, existem caminhos com etapas e complexidades diferentes: reconstruir com enxerto, aproveitar o osso remanescente com implantes inclinados, ou — na maxila muito reabsorvida — ancorar a prótese em implantes zigomáticos. Só a tomografia diz qual deles se aplica a você.
05A prótese provisória do período de integração
Entre a cirurgia e a prótese final existe o tempo de integração dos implantes ao osso, e alguém precisa mastigar e sorrir nesse período. Em casos selecionados, uma prótese provisória fixa é instalada pouco tempo depois da cirurgia; em outros, a solução provisória é removível. São peças de verdade, com etapas de laboratório próprias, e entram no plano como tal.
06O material e a construção da prótese final
A prótese definitiva pode ser construída de várias maneiras — dentes em resina sobre uma barra metálica, estrutura em zircônia, cerâmica sobre metal —, cada uma com estética, resistência e comportamento diferentes ao longo dos anos. A escolha é feita com você, considerando a mordida, a estética que você espera e a manutenção que cada material pede.
07Uma arcada ou as duas
Reabilitar a arcada superior, a inferior ou as duas muda tudo: o número de implantes, o tempo de cadeira, as etapas de laboratório e a forma como as duas próteses se encaixam entre si. Quando as duas arcadas entram, o planejamento também define a ordem — nem sempre é o mesmo momento —, e isso é conversado com você.
08A modalidade de anestesia e a estrutura da cirurgia
Boa parte das cirurgias de protocolo é feita com anestesia local, no centro cirúrgico ambulatorial da própria clínica. Casos mais extensos, ou pacientes com muito medo, podem pedir sedação consciente ou anestesia geral com médico anestesiologista — uma etapa a mais no planejamento, decidida com você antes da cirurgia e não no dia.
09As manutenções ao longo dos anos
Uma prótese sobre implantes é feita para durar, mas não é um objeto esquecido: ela é removida periodicamente pelo dentista para limpeza e revisão dos componentes, e com o tempo pode precisar de reparo ou de troca por desgaste. Essa manutenção é previsível, é explicada na entrega e faz parte da conta que você deve conhecer antes de começar — não depois.
Como o orçamento é apresentado na Aniceto
Na avaliação, depois do exame clínico e da tomografia, o Dr. Wanier Aniceto (CRO/SP 39.605), especialista em implantodontia e prótese dentária, explica o diagnóstico e apresenta o plano por escrito, etapa por etapa: o que será feito, em que ordem e o custo de cada parte. Quando há mais de um caminho possível — protocolo sobre quatro implantes, sobre mais implantes, overdenture removível ou reconstrução prévia do osso —, eles são apresentados lado a lado, com as vantagens e os limites de cada um.
Nada é decidido na consulta em que o plano é apresentado: você leva o material, conversa em casa e volta com as suas perguntas. O atendimento é particular, e as condições são tratadas na própria avaliação, com a recepção. Pacientes de outras cidades são bem-vindos — a clínica organiza exames e consultas para caber em poucas viagens.
Perguntas frequentes
Por que esta página não traz números?
Por duas razões. O Código de Ética Odontológica não permite que dentistas anunciem o custo dos tratamentos; e um número publicado seria falso para quase todo mundo, porque cada fator desta página muda de pessoa para pessoa. O orçamento do seu caso é apresentado na avaliação, por escrito e etapa por etapa.
Protocolo, dentadura fixa e All-on-Four custam a mesma coisa?
São nomes para a mesma ideia: uma prótese total fixa, parafusada sobre implantes. “Protocolo” é o nome técnico, “dentadura fixa” e “dente fixo” são os nomes que os pacientes usam, e “All-on-Four” é a técnica que apoia essa prótese em quatro implantes. O custo varia entre casos pelos fatores acima — número de implantes, osso, material da prótese —, não pelo nome que se dá a ela.
Uso dentadura há muitos anos. Isso muda o plano?
Pode mudar. Anos sem dentes costumam reduzir o osso da arcada, principalmente na maxila, o que influencia quantos implantes cabem, onde eles ficam e se há indicação de enxerto ou de implante zigomático. Traga a dentadura que usa hoje à avaliação, mesmo antiga: ela ajuda a entender o que incomoda e a planejar a prótese nova.
Dá para orçar pelo WhatsApp, com uma foto ou com a tomografia?
Não, e não por burocracia: sem exame clínico não existe diagnóstico, e sem diagnóstico qualquer número seria um chute. Diagnóstico e plano de tratamento não são feitos a distância — a avaliação é presencial, e é nela que o orçamento é apresentado. Leve os exames que você já tem; eles costumam ser aproveitados.
A clínica atende por convênio?
O atendimento na Aniceto é particular. O plano de tratamento e as condições são apresentados por escrito na própria avaliação, antes de qualquer etapa; a recepção esclarece o que for preciso pelo telefone ou pelo WhatsApp.
O orçamento pode mudar durante o tratamento?
O plano é feito para não mudar, mas a cirurgia pode encontrar algo que a imagem não mostrou — um osso mais frágil, uma infecção. Quando isso acontece, a mudança é conversada com você antes de qualquer etapa nova, nunca depois.
Avaliação presencial
Agende sua avaliação presencial
Atendemos pacientes de fora de São Paulo. Se você já tem exames de imagem ou um plano de tratamento de outro profissional, traga-os à consulta: a avaliação é sempre presencial, com exame clínico — é assim que a equipe consegue conversar com você sobre as alternativas para o seu caso. Diagnóstico e plano de tratamento não são feitos por foto, mensagem ou envio de exames.